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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Para as pessoas que gostam e estudam música

Aqui vai um material muito bom para as pessoas que estudam ou querem começar a estudar música. Devido a grande necessidade que os músicos, principalmente de ministérios de louvor tem em freqüentar uma escola de música, por as vezes não ter tempo ou até mesmo a falta de instituições destinadas a isso, resolvemos dar uma força a essas pessoas.

Para um melhor aprendizado busquem assistir dvds de shows, vídeo aulas, reserve um tempo para os estudos, pratique bastante e o principal não desista.
Boa sorte com os estudos e que Deus te abençoe.

Logo abaixo alguns conteudos de:

Guitarra
Violão
Teoria Musical
Improviso
Bateria
Contra-Baixo
Canto

Para os outros volumes, entre em contato conosco
ou acesse a pasta Material Blog no 4hared do Novo Altar

Qualquer dúvida deixe um comentário

Felipe Gomes

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A Preparação do Culto - Planejamento

Um culto significativo requer uma preparação cuidadosa. Por isso, precisamos de três passos: planejamento, liderança e avaliação.

PLANEJAMENTO DO CULTO

  1. Defina seu propósito (Que estamos fazendo aqui?)
A) O propósito primário do culto:
  • ADORAÇÃO - oferecer louvor e render graças a Deus por quem Ele é e pelo o que Ele tem feito;
  • DEDICAÇÃO - reafirmar nosso amor e compromisso com Deus.
B) O propósito secundário do culto:
  • CUIDADO PASTORAL - descobrir e seguir o estilo de vida de Jesus;
  • ÉTICA, OBEDIÊNCIA - submeter-se aos padrões de Deus e à suas perspectiva de vida;
  • COMUNHÃO - fortalecer e unir o corpo de Cristo;
  • EVANGELISMO – proclamar o amor e a misericórdia de Deus aos não-cristãos.
O propósito do culto deve estar centrado em DEUS.
  1. Estabeleça prioridades
A pessoa que for preparar o culto, deve encarar esta atividade como uma de suas maiores prioridades, dando-lhe um local de destaque em sua agenda semanal.
  • Reunir-se antecipadamente (pelo menos 15 min. antes) com os participantes do culto (músicos, diáconos, mensageiro, etc.) para ver cada detalhe da ordem do culto e orar juntos.
  1. Siga os Princípios:
  • Conheça os padrões gerais do culto – um culto padrão comum encontrado na Bíblia ou na história da igreja pode servir de modelo para o planejamento do culto. Esses padrões bíblicos e históricos fundamentam-se em quatro ênfases:

      1. Louvor e Adoração – Deus nos chama à adoração, por isso nossa primeira tarefa é bendizer seu santo nome (Sl. 103:1). Isso é alcançado por meio de oração, grupo de louvor, música coral, instrumental ou solo, pela leitura da Bíblia, especialmente dos Salmos.
      2. Oração– A igreja primitiva era encorajada a orar nos seguintes termos: “exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens” (I. Tm. 2:1). Nos dias atuais isto acontece através de: invocação, oração confessória, oração pastoral e oração de dedicação de ofertas.
      3. Proclamação da Palavra de Deus – Leitura da Bíblia, uma música especial é cantada e, principalmente, quando o sermão é pregado. “Prega a Palavra, quer oportuno, quer não” (II Tm. 2:1).
      4. Dedicação de Vidas – Esse momento se traduz no apelo público, onde as pessoas são convidadas a expor publicamente suas decisões sobre conversão, dedicação ou batismo. Neste ato pode ser incluído hino ou cântico de compromisso e bênção.
  • Conheça o Tema – Todo culto de adoração deve ter um ou dois temas principais que dêem continuidade a cada elemento incluído naquele dia. Uma boa solução para manter-se apegado ao tema durante todo o culto é costurar hinos, cânticos, orações, leitura bíblica, música especial e sermão de tal modo que todos girem em torno desse tema. Planejar culto desse modo ajuda a garantir que a experiência do culto seja integrada e tenha um propósito claro, em vez de parecer colcha de retalho.
  • Conheça o Calendário – A visão cristã do tempo afeta a filosofia, a prática e o planejamento do culto. Os cultos podem ser planejados de acordo com temas relacionado ao Ano-Novo, Dia dos Pais, Dia das Mães, Dia do Pastor, Dia do Trabalho, entre outros. O que importa é que JESUS CRISTO seja o centro dessa data comemorativa e Aquele que dá sentido á comemoração. Adotar e adaptar um calendário para o planejamento dos cultos é uma maneira de transformar o culto em algo cada vez mais significativo para a congregação.
  • Conheça as Pessoas – Quanto mais você conhecer sua congregação, mais eficiente será seu planejamento de culto. Por Ex.:
        • Qual é a história de sua igreja?
        • Quais são as necessidades básicas de seus membros?
        • Qual o nível cultural predominante?
        • Que fatos descrevem com maior clareza seus valores básicos?
        • Porque eles vêm aos cultos e o que realmente estão buscando?
  • Avisos - Na verdade, os avisos não fazem parte da liturgia, da adoração a Deus. Eles são um meio de comunicação da igreja, para que todos possam conhecer as atividades que ela terá nas próximas semanas e, por isso, sua grande importância.
  • Mas se os colocarmos em momento impróprio, eles poderão “matar” o culto. Para evitar esta situação, sugerimos:
    • Efetuar os avisos antes ou no começo do culto.
    • Evite colocar avisos antecedendo a mensagem, pois eles podem causar distração das pessoas, tirando-as do sentimento de contrição para receber a Palavra de Deus.
    • Não os coloque no final do culto, pois eles podem fazer com que as pessoas saiam da igreja sem refletir na Palavra pregada, nos hinos cantados e na oração.
    • Estipule um prazo para que os departamentos enviem seus avisos e assim, evite os avisos de última hora.
    • Cuidado com os papéizinhos enviados por crianças e/ou outras pessoas. Escolha alguém exclusivo para enviar os avisos extraordinários à mesa de direção. Somente avise os que forem verdadeiramente urgentes.
    • Utilize e incentive os departamentos a também usufruírem de outros meios de comunicação: cartazes, data-show, lembretes, corpo-a-corpo, boletim, etc.

Dsa. Vilma Martins Bertulino da Silva

Texto extraido do site do DEMAP

segunda-feira, 29 de junho de 2009

SEU COMPANHEIRO: O MICROFONE

O microfone é umas das peças mais importantes de um sistema de som. Ele é responsável em reproduzir, de forma eletrônica, a voz ou o instrumento que está saindo de forma acústica para por fim amplificá-los. Por essa razão, o microfone pode ser o responsável por um resultado ruim no fim de tudo. Escolher bons microfones não é tarefa fácil para quem não entende, porém há hoje muitas boas opções no mercado.

Basicamente, nós podemos classificá-los por duas maneiras pela forma de captação e pela diretividade da captação. Quando digo forma de captação me refiro, basicamente, a microfones dinâmicos e capacitivos. Os microfones dinâmicos são bem conhecidos por nós, de certa forma, são os mais utilizados nas igrejas pelo seu custo. Os microfones dinâmicos possuem um diafragma fino que fica acoplado a uma bobina móvel que fica dentro de um campo magnético. O que ocorre é que quando o som atinge esse diafragma ele se move para dentro e para fora formando uma corrente na bobina. Ex:

São exemplos de microfones dinâmicos:

Shure Sm58, Sm 57.

O outro modelo seriam os capacitivos. Esses também são chamados de condenser, possuem uma membrana que é fixada próxima a uma placa fixa. Esses microfones necessitam de uma alimentação elétrica chamada de “Phantom Power. Ex:

São exemplo de microfones capacitivos:

Shure Beta 87, Beta 57, Akg C3000.

Quanto a diretividade de captação podemos classificá-las em Omnidirecionais, ou direcionais. Os omnidirecionais são muito usados em televisão, basicamente a sua estrutura de captação permite captar sons vindo de todas as direções, mantendo um ângulo de 360 graus. Exemplo 1.

Por sua vez, os diretivos captam fontes sonoras posicionadas à sua frente, havendo um certo cancelamento dos lados e atrás. Por essa razão são chamados também de cardióides, por possuir um diagrama semelhante a um coração. Exemplo 2.

Exemplo 1

Exemplo 2


Texto extraido do site do DEMAP

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Danças/Coreografias

Texto extraido do site do DEMAP. Saiba o que a Igreja Adventista da Promessa pensa a respeito da coreografia em suas igrejas.

COREOGRAFIA

INTRODUÇÃO
A coreografia pode, ou não, ser usada no templo de Deus como elemento de adoração? Este estudo tem o propósito de responder a esta pergunta. É evidente que respondê-la pura e simplesmente com um "sim" ou um "não", não é o suficiente. Alguns esclarecimentos preliminares devem ser dados. Para isto, nós os integrantes da Comissão de Doutrina da IAP, encarregada de estudar o assunto, realizamos uma pesquisa em busca de informações, não só históricas, mas principalmente bíblicas, antes de nos pronunciarmos a respeito dessa questão. Nesta pesquisa, foram examinadas muitas opiniões, boa parte delas a favor, embora cautelosas, com relação às vestimentas, movimentos e gestos que, dependendo da maneira como são usados, podem produzir efeitos contrários à verdadeira adoração e aos, sãos princípios do evangelho. O trabalho que ora apresentamos, é fruto da pesquisa feita pelos membros da referida Comissão visando esclarecer este assunto.

OBJETIVOS DESTE TRABALHO:
A C.D.(Comissão de Doutrina) tem como objetivo oferecer aos interessados, através deste trabalho, os elementos básicos de que precisam, para que possam julgar, de maneira imparcial e desapaixonada, sobre a utilização, ou não, da coreografia nos templos. É importante esclarecer, no entanto, que a coreografia já vem sendo praticada por muitas denominações evangélicas, incluindo-se entre elas a IAP, não constituindo por isso, nenhuma novidade. O que com certeza não foi feito até agora, foi uma discussão deste assunto, como no momento está sendo feito. Este estudo foi elaborado com o objetivo de colaborar com as lideranças locais, no sentido de capacitá-las a se posicionarem conscientemente sobre este assunto. O que talvez essas lideranças precisam fazer, é acompanhar mais de perto as atividades daqueles que estão sob seus cuidados religiosos, para que tudo o que eles fazem, e/ou pretendem fazer na igreja, aconteça dentro dos limites estabelecidos.

JUSTIFICATIVAS:
Há muitas pessoas crentes que, mesmo não tendo qualquer razão aparente que justifique seu posicionamento sobre a conveniência ou não, de determinadas práticas religiosas, ainda assim, se colocam contra ou a favor delas. A C.D. entende que, qualquer questão relativa à fé e à religião, precisa ser tratada de maneira equilibrada, para evitar alienamento. Vivemos em um tempo marcado pela atuação de um numeroso contingente de líderes religiosos, em que muitos deles, não dispondo de uma mensagem espiritual e doutrinária consistentes, valem-se não poucas vezes, de artifícios puramente humanos, na tentativa de impressionarem as pessoas. Como cristãos esclarecidos que somos, não podemos usar os mesmos artifícios. Considerando a questão por outro anglo, não vemos nenhum mal na adoção de uma prática lícita e saudável, principalmente se esta tiver o apoio das Escrituras e puder ser usada como instrumento de adoração ou de evangelização. Muitas pessoas sinceras e zelosas, mas sem a capacidade de discernimento que lhes permita julgar com segurança entre o que devem e o que não devem fazer, vêem-se muitas vezes, movidas pelo seu zelo, a adotarem posições extremamente radicais sobre certas coisas, ao ponto de não aceitarem qualquer outra posição que não se harmonize com a sua maneira de pensar. Pensando em ajudar a essas pessoas, foi que o presente trabalho foi elaborado.

1. ESCLARECIMENTOS IMPORTANTES

1.1 Coreografia & Dança - Não é muito difícil fazer distinção, entre "coreografia" e "dança". A distinção entre uma e outra, parece estar apenas no propósito com que cada uma delas é praticada. A coreografia de que estamos tratando, e que é usada pelos crentes como forma de adoração a Deus, não pode ser confundida com as outras danças que não são praticadas com esse mesmo propósito. Talvez por isso, é que os evangélicos preferem o termo “coreografia” ao invés de “dança”, porque esta, é comumente usada para dar vazão à sensualidade e aos prazeres carnais, enquanto aquela, é usada para adorar a Deus. Seus elementos básicos são os seguintes:

1o) A música, que determina os movimentos do corpo,

2o) Os movimentos do corpo e

3o) O ritmo, que é a harmonia entre os movimentos do corpo e a música.

1.2 Origem e significado de "coreografia" - A palavra "coreografia" é formada por dois vocábulos gregos: CHOREIA+GRAFIA, em que CHOREIA significa "dança" (dança coral), e GRAFIA significa "escrita". Portanto, "coreografia" tem o significado de: Escrita da dança. Preferimos o tratamento de “coreografia” para esse tipo de dança, embora usemos o termo genérico “dança”, nas referências bibliográficas.

2. CONCEITOS DE COREOGRAFIA OU DANÇA

“É toda a moção que transcende em sua natureza a ordem humana e terrena. Toda dança é e proporciona êxtase. Possui a dança três aspectos: o dinâmico, o plástico e o rítmico, ou o de movimento, o da composição de linhas e formas e o da medida em que esses movimentos e formas são executados no tempo (...) é produzida e limitada por seu instrumento: o corpo humano”. [1]

"Dançar é movimentar continuamente o corpo, de acordo com certo ritmo, em um certo espaço. É também uma expressão das emoções, uma válvula de escape de energias em excesso.[2] Dicionário Católico / Figuras e Símbolos, p.76 e 77.

"Dança é o ato de mover o corpo ao ritmo de uma música".

"A dança constitui um meio de comunicação muito pessoal e eficiente. Como arte, pode contar uma história, determinar uma disposição de espírito ou expressar uma emoção sem pronunciar uma única palavra".[3]

"A dança constitui um meio de comunicação muito pessoal e eficiente. Como arte, pode contar uma história, determinar uma disposição de espírito ou expressar uma emoção sem pronunciar uma única palavra".[4]

3. A QUESTÃO VISTA DO PONTO DE VISTA HISTÓRICO

“Desde tempos remotos que as alegrias domésticas ou nacionais, provocadas por acontecimentos vários, se traduziam em públicas ou particulares expansões. A dança e a música são meios de externar as nossas alegrias.... A dança como parte de cerimônia religiosa, ou ato de adoração, era comum entre os hebreus, principalmente pelas mulheres, Ex. 15:20; Jz. 21:21 e 23, e ocasionalmente pelos homens, como no caso de Davi, dançando diante da arca, II Sm. 6:14-23; I Cr. 15:29”.[5]

“A dança no decorrer da história da humanidade sempre foi utilizada como forma de expressão de sentimentos, externando através do movimento, uma forma de adorar a Deus. Mas no decorrer do tempo houve um Saque de satanás na área das artes, onde aquilo que era belo tornou-se ruim (...) Deus quer que sua igreja seja: alegre, viva jubilosa e dance livremente, não só as mulheres mas os homens, os idosos, as crianças, Je. 31:13. Mas se não tivermos a consciência de adoradores, não estaremos servindo a Deus nosso Senhor; mas teremos um outro senhor que se achará no direito legal de usar o nosso corpo para servi-lo”.[6]

“Em muitas religiões, a dança é, depois do sacrifício, a mais importante ação cultural. A dança pode ser a expressão imediata do que move internamente o homem; assim, por exemplo, ela é manifestação de alegria...

"... A dança era em geral, sinal de alegria e agradecimento. Depois da passagem do Mar Vermelho, Maria, irmã de Moisés, começou a cantar, dançando e tocando tamborins, conduzindo o coro das mulheres (Êx. 15:20). ‘Transformaste o meu luto em dança, tiraste o pano grosseiro e me singiste de alegria’ Sl. 30:12). Os vencedores, que retornavam à casa, foram recebidos com danças e ao som de tamborins (Jz. 11:34). Embora não se possa encontrar no corpus mosaico das leis nenhum preceito sobre danças religiosas, estas não deixam de ser usuais. Um típico exemplo de dança cultual encontramos na transferência da arca da aliança: ‘Davi dançava com todas as suas forças diante de Javé... Davi e toda a casa de Israel fizeram assim a arca de Javé subir, aclamando e soando trombeta’ (II Sm. 6:15). Os filhos de Sião devem louvar o nome de Deus com dança e cantar-lhe louvores tocando cítara e flauta” (Sl 149:3; 150:4...

"... Na parábola do filho perdido, celebra-se o seu retorno à casa do pai com uma festa de regozijo, em que constava música e dança” (Lc. 15:25).[7]

4. A DANÇA EM VÁRIAS CULTURAS

“Há provas de que, desde a antigüidade, a dança é associada às manifestações religiosas. Os homens primitivos imaginavam poder comunicar-se com os espíritos através da dança. De fato, certas danças conseguem alterar os estados de consciência, com o aparecimento de visões e alucinações, que são considerados comunicações com os poderes espirituais. Mas também é verdade que os homens primitivos demonstravam alegria ou consternação, diante dos eventos, como nascimentos, curas, luto, a chegada das chuvas ou a tentativa de fazê-las chegar, vitórias e outros acontecimentos importantes, mediante a dança”.[8]

4.1 "Entre os egípcios, homens e mulheres dançavam, mas em grupos separados, com certa variedade de movimentos e gestos, tudo dependendo do propósito a ser atingido. No Egito, dançava-se por motivos religiosos ou como diversão. Os nobres usualmente não dançavam. A dança parecia limitar-se às classes inferiores e aos sacerdotes, dependendo do propósito da dança ...

4.2 "... Entre os gregos, encontramos a dança social e religiosa. As massas populares dançavam principalmente como recreação. No teatro, a dança foi desenvolvida ao ponto de tornar-se uma arte, sendo usada para exprimir todas as emoções que as peças teatrais tinham o intuito de transmitir. A literatura antiga informa-nos que as mulheres dançavam em entretenimentos particulares...

4.3 "... Entre os hebreus, a dança era usada apenas como diversão (Êx. 32:19; Ec. 3:4). Mas também era um meio de exprimir sentimentos religiosos (Êx. 15:20; Jz. 21:19-21). Podia ser um modo de louvar a Yahweh (Sl. 149:3; 150:4. Naturalmente era usada na adoração idólatra. A vitória de Davi sobre os filisteus foi celebrada pelas mulheres, que saíram alegremente ao encontro dos soldados que voltavam da batalha. Isso foi acompanhado com cânticos e com instrumentos de música (I Sm. 18:6). Danças acompanhavam as festas e os festivais (Jz. 21:16-24). Alguns eruditos pensam que até a festa dos tabernáculos incluía danças. As referencias existentes nos Salmos mostram a conexão religiosa entre a religião e a dança. O trecho de Salmos 68:25 indica que os cantores e os instrumentos musicais algumas vezes estavam envolvidos de tal modo que somos levados a pensar que a música, no tabernáculo e no templo, era acompanhada por danças"...[9]

5. O USO DA DANÇA ENTRE O POVO DE DEUS

"A dança na igreja vem dos tempos antigos. Os judeus, por exemplo, tinham uma prática muito profunda da dança ainda cultivada até hoje dentro dos grupos tradicionais. As danças deles, embora não fossem mencionadas, eram usadas em quase rodos os serviços de adoração e de expressão comunitária. Nos Estados Unidos é muito comum se falar em `Liturgical Dance´ (dança litúrgica)...

"Mas ao mesmo tempo que louvamos a Deus com danças, temos que tomar

cuidado para saber se nossa dança está realmente louvando a Deus ou simplesmente satisfazendo os "coreógrafos da igreja", pois se por um lado a dança litúrgica é uma expressão da fé junta, por outro lado, dependendo de como essa dança foi coreografada, corre-se o perigo de estar louvando o coreógrafo....

"A dança litúrgica não é para ser dançada como se o púlpito fosse um teatro, mas sim, como lugar santo. Nós já temos muitos teatros no mundo; não precisamos de mais um na casa de Deus...

" Temos que ter cuidado, principalmente os coreógrafos, para não passar a dança para os participantes como passos mecânicos que só vão ser repetidos sem aproveitar o louvor do indivíduo para com Deus. Cada pessoa louva diferente; cada pessoa tem um movimento diferente e para a dança litúrgica se tem uma linguagem específica. Não podemos trazer os passos conhecidos da dança moderna, jazz ou ballet para usar no púlpito e dizer que está louvando a Deus, principalmente se o coreógrafo não for cristão, pois do contrário vamos ter mais um teatro e, quando uma pessoa que nunca veio ver uma dança que ela ver na TV, ela não vai saber a diferença da dança da TV para a dança que louva a Deus. Dance para louvor a Deus sim, mas com uma verdadeira dança de louvor e adoração" [10]

"As formas e razões antigas da dança continuam nos tempos modernos. - Por essa razão, nenhuma declaração simples pode dizer se, para o crente, dançar é próprio ou impróprio. Em algumas igrejas cristãs, a dança ainda é usada como uma expressão religiosa, usualmente associada a alguma produção teatral, mas nem sempre. Cada caso precisa ser examinado em separado, porquanto a dança pode ser elevada, à uma legítima forma de arte religiosa, ou então pode ser vil, ou mesmo pode ser uma mistura de elementos bons e maus. As danças sociais, que envolvem o contato dos corpos de homens e mulheres, geralmente são condenadas pelos crentes, apelando para os instintos mais baixos do ser humano. Mesmo as danças em que homens e mulheres nunca se abraçam, mas têm movimentos que são sexualmente sugestivos, tradicionalmente são reprovadas pelos crentes, como indignas para os seguidores do Senhor Jesus". P.7.[11]

“As danças mencionadas no Antigo Testamento deviam se realizar em grupos, às vezes de homens e mulheres, mas mais freqüentemente compostos só de mulheres; as danças individuais deviam ser menos freqüentes. A dança era compnhada por música e amiúde os dançarinos levavam tamborins nas mãos (Ex. 15:20)... A dança da filha de Herodíades diante dos convidados ao banquete em honra do aniversário de Herodes Antipas (Mt. 14:6; Mc. 6:22), correspondia ao costume grego, não ao costume hebraico: os judeus a teriam considerado como de péssimo gosto. Essa dança foi a causa da morte de João Batista”. [12]

"A adoração é uma atitude interior e não exterior. Esse ato pode ser completo sem a dança, sem a música e sem o canto. Essas expressões são veículos de louvor a Deus. Não podemos usar esses meios como fórmulas para se chegar ao altar do Senhor. Mas também não podemos restringir a dança à apresentações, a não ser que seja uma peça ou ensinamento para a igreja. Se entendermos a dança como parte do louvor, poderemos usá-la com mais sabedoria para atravessar o Santo dos Santos. Ninguém é mais espiritual por usar uma ou outra linguagem. Utilize tudo o que você tem para ser um daqueles adoradores que o Pai está procurando. Temos que viver em novidades de cântico, movimento e palavras, mas sempre conduzidos pelo Espírito Santo".[13]

7. CUIDADOS QUE TODOS PRECISAM TER COM A DANÇA

"Outra coisa importantíssima! Sempre tenho cuidado com as roupas de dança, esta é outra área que Deus tem me ensinado bastante, para que satanás não venha frustrar nosso objetivo de levar ao povo que a dança é do Senhor, elas jamais podem insinuar gestos sensuais. As meninas sempre dançam com collant por baixo, evitando assim mostrarem a barriga ou outra parte do corpo que venha provocar escândalo nas demais pessoas. Temos que vigiar, para que as vestimentas sejam decentes e santas para que as pessoas vejam realmente a santidade de Deus através da dança".[14]

"A dança é uma possibilidade de linguagem. Na Bíblia podemos encontrar inúmeras citações sobre a dança usada para o louvor e nos momentos de celebrações sociais. O povo de Deus no Antigo Testamento, por exemplo, dançava em suas festas com expressão de júbilo e agradecimentos diante do Senhor".[15] Daiana Barros - http://www.vidanovamusic.com

daibarros@hotmail.com

“Os movimentos falam. Um gesto pode ferir mais do que uma palavra; daí a preocupação com essa forma de linguagem. Preciso saber se o que estou querendo transmitir e comunicar será bem compreendido através dos movimentos executados. Não devo falar por falar, dançar por dançar, e sim, pensar, refletir para então me fazer entender. O mesmo deve acontecer com a montagem coreográfica, ou a dança propriamente dita”.[16]

“Desde tempos remotos que as alegrias domésticas ou nacionais, provocadas por acontecimentos vários, se traduziam em públicas ou particulares expansões. A dança e a música são meios de externar as nossas alegrias...A dança como parte de cerimônia religiosa, ou ato de adoração, era comum entre os hebreus, principalmente pelas mulheres, Ex. 15:20; Jz. 21:21 e 23, e ocasionalmente pelos homens, como no caso de Davi, dançando diante da arca, II Sm. 6:14-23; I Cr. 15:29”.[17]

8. A REVISTA ATOS- EDIÇÃO ESPECIAL SOBRE LOUVOR E ADORAÇÃO

Em matéria publicada na revista Atos, de Janeiro / março assinada de 1999, Gerard Rowlands ocupou praticamente todo o espaço daquela revista falando sobre Louvor e Adoração. A partir da página 32, desenvolve o tema: . Nesta abordagem, e especialmente quando trata das expressões físicas usadas como formas de louvor e adoração, enumera 6 posturas diferentes:

1a): Ficar de pé;

2a): erguer as mãos;

3a): bater palmas;

4a): inclinar-se ou ajoelhar-se;

5a): prostrar-se diante de Deus;

6a): dançar.

A prática da dança é fundamentada naqueles textos que já conhecemos e onde as Escrituras fazem menção à ela.

Resumindo toda a abordagem feita sobre as diversas formas de louvor e adoração, e sobretudo aquelas que envolvem a postura do corpo, conclui o referido autor: "No Novo Testamento, a palavra grega ´agallia´ é traduzida por ´regozijar-se´! Isto significa literalmente pular de alegria, regozijar-se extraordinariamente, ficar extremamente contente, com uma alegria enorme'. Esta é uma forma de alegria que é livre, desinibida, espontânea e expressiva. É tão livre que pode fazer com que saltemos de alegria como se fôssemos crianças... Lembre-se de que estas expressões de louvor só serão válidas se elas estiverem expressando verdadeiramente o louvor que está em nossos corações. A mera execução dos movimentos, como os de um robô mecânico, não constitui o louvor”.

Uma pesquisa feita através da Internet, resultou em um bom número de informações sobre este assunto. De um deles, extraímos as colocações que seguem:

“Uma pergunta importante a fazer é: O que esta dança está tentando expressar e como ela está fazendo? Por exemplo, os estilos da dança mais modernos e muitos estilos culturais são primariamente sensuais, enfatizando certas partes do corpo. Temos que tomar cuidado com estes movimentos para torná-los absolutamente puros”.

“... Trabalhando nosso caráter. Talvez este seja o nosso maior desafio; as nossas atitudes falam mais alto do que as nossas palavras. Nosso caráter tem mais influência do que as nossas ações. O Senhor está disciplinando cada participante, formando o caráter deles, transformando valores, e nós somos o exemplo. Isto não quer dizer que temos que ser perfeitos, mas somente honestos e abertos com nossas falhas e lutas. Precisamos sondar nossos corações e cuidar para que não façamos tropeçar nenhum deste pequeninos... “.[18]

ANÁLISE DOS TEXTOS BÍBLICOS QUE FAZEM ALUSÃO À DANÇA

A seguir, apresentamos uma rápida apreciação dos 21 textos bíblicos que podem ser encontrados em 12 livros diferentes das Escrituras Sagradas do Novo e do Antigo Testamentos, onde a dança é mencionada. Antes porém, da apreciação desses textos, é bom esclarecer que, o motivo principal da dança, em quase todos os casos onde ela é mencionada nas Escrituras, era a alegria.

Êx. 15:20; 32:19 - A dança de Miriã, irmã: Este fato aconteceu num momento de grande alegria diante da vitória que o Senhor dera a Israel contra seus inimigos. Diante dessa vitória, Moisés e os homens de Israel manifestaram sua alegria apenas cantando. Miriã, porém, não se contentou em apenas cantar; tocou tamborins, cantou e dançou, fazendo-se acompanhar por outras mulheres. O comportamento de Miriã pode ser um indicador de que, em algumas situações, as mulheres parecem ser mais sensíveis que os homens, especialmente em se tratando de liberar emoções. Este é o primeiro texto bíblico que fala da dança como uma manifestação de alegria.

Jz. 11:34; 21:21 e 23 - A dança da filha de Jefté: O contexto descreve a vitória de Jefté, o juiz de Israel, contra os amonitas. Ao voltar à Mizpá, sua terra, depois de ter sido vitorioso na guerra contra seus inimigos, Jefté foi recebido por sua filha, com uma grande demonstração de alegria. Na festa que preparara para receber seu pai, a filha de Jefté incluíra o toque de instrumentos e dança. Os vv. 21 e 23 do cap. 21, revelam apenas uma coisa: a dança era uma prática comum entre as mulheres israelitas. Este episódio vem confirmar a idéia defendida por todos os comentaristas bíblicos, segundo os quais, a dança era uma das reações mais comuns manifestadas pelos israelitas em seus momentos de júbilo e alegria, e que era praticada mais pelas mulheres e menos pelos homens. O voto de Jefté, que resultou no sacrifício de sua única filha, nada teve com a dança dela; foi conseqüência de uma decisão impensada da parte dele,. Ver os vv. 30 e 31.

I Sm. 18:6; 21:11; 29:5 - A dança das mulheres de Israel: A dança descrita no primeiro destes três textos envolvendo mulheres de todas as cidades de Israel, quando do retorno vitorioso de Davi da luta contra os filisteus, insere a seguinte afirmação: "todas as mulheres de Israel dançaram". O texto parece significar que houve uma mobilização nacional conclamando todas as mulheres a se envolverem nessa dança. Os dois textos seguintes: 21:11; 29:5, não apresenta nenhuma novidade em realão ao primeiro, pois apenas lembram o que ficou registrado no primeiro episódio descrito em I Sm. 18:6, sobre a dança das mulheres de Israel.

II Sm. 6:14-16 – A dança de Davi: Aqui, a dança é praticada pelo próprio Davi, rei de Israel, e teve como motivo a transferência da arca da aliança para Jerusalém, depois que a mesma tinha permanecido por três meses, na casa de Obede-Edom. O texto afirma que Davi, na sua alegria, "dançava com todas as suas forças diante do Senhor". Mical, sua esposa, ao observá-lo da janela de sua casa, considerou ridícula a sua atitude, vindo a desprezá-lo por isso. Deus, porém, não aprovou a censura feita por Mical, e ficou do lado de Davi. A reação de Mical diante da atitude de Davi, parece indicar que a dança não era usada com freqüência pelos homens e que, Davi, em particular, não tinha o hábito de dançar, pois se o tivesse, não teria causado tanta surpresa a Mical. Com base na expressão "descobrindo-se", II Sm. 6:20, há que afirme que Davi despiu-se enquanto dançava, advindo daí, a censura de Mical. Tal afirmação não se justifica, porque em I Cr. 15:27 lemos que Davi ia vestido de "um roupão de linho fino". O "descobrir-se", naquele caso, parece ter outro sentido, como por exemplo, o de "expor-se".

I Cr. 15:26-29 – Instrumentos, canto e dança: Este texto apenas repete o que está escrito em II Sm. 6:16, sobre a dança de Davi e a censura que lhe foi feita por Mical, sua esposa: "E sucedeu que chegando a arca do concerto do Senhor à cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, olhou duma janela, e, vendo a Davi dançar e tocar, o desprezou no seu coração". Nos versículos 25 e 26 deste capítulo, assim como em outros textos do Antigo Testamento, constata-se com facilidade a associação que havia entre o uso de instrumentos, canto e dança. Conclui-se por isso que, a probabilidade de dança onde havia toque de instrumentos e canto, era muita grande, devido a relação que existia entre estas três coisas.

Sl. 149:3 (Edições Loyola) – A dança como forma de louvoré: “Que Israel jubile pelo seu Autor, que os filhos de Sião festejem seu rei. Que eles louvem o seu nome pela dança; que toquem tambor e cítara para ele”. A menção da dança neste texto vem acompanhada da expressão: "Que eles louvem o seu nome pela dança”, que não chega a ser uma ordem, mas uma recomendação. O tocar, o cantar e o dançar, parecem ter uma relação muito estreita entre si, pois com regular freqüência aparecem juntas nas Escrituras. Estar. De acordo com este Salmo, o Senhor deve ser louvado com dança, do mesmo modo como o é com o toque de instrumentos e com cânticos.

Sl. 150:3 e 4 – A dança como recomendação: Aqui temos a recomendação em forma de imperativo: "Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças". Este, talvez seja o texto mais citado por aqueles que defendem o uso da dança pelos crentes, porque ao contrário dos demais, além de expressar uma ordem, equipara a dança ao toque dos instrumentos, com os quais o Senhor deve ser louvado. Revela também a associação existente entre o toque dos instrumentos, a música e a dança. Entre os instrumentos usados na época, poder ser citados os seguintes: Trombeta, tamborins, saltério, harpa, etc., ou seja: instrumentos de cordas, de sopro e percussão.

Jr. 31:4 e 13 – Durante o exílio: Estes textos lembram a liberdade que prevalecia entre os filhos de Israel, antes de serem levados para o cativeiro. O que eles lamentam é, que a dança como manifestação de alegria, agora, no cativeiro, estava ausente. Pelo que está escrito nos dois textos acima, Deus prometeu restaurar a dança juntamente com a restauração de Seu povo, quando o trouxesse de volta à sua terra: "Ainda te edificarei, e serás edificada, ó virgem de Israel! Ainda serás adornada com os teus adufes, e sairás com o coro dos que dançam... então a virgem se alegrará na dança, e também os mancebos e os velhos; e tornarei o seu pranto em alegria, e os consolarei, e transformarei em alegria a sua tristeza". Mais uma vez, a dança aparece aqui, como manifestação de alegria.

Lm. 5:15 – Não há dança quando não há alegria: Este texto registra parte do lamento de Israel, em razão das restrições que lhe foram impostas pelo cativeiro: "Aos mancebos obrigam a moer e os moços tropeçam debaixo da lenha. Os velhos já não têm assento na porta, os mancebos já não cantam. Cessou o gozo do nosso coração, converteu-se em lamentação a nossa dança". O que fica evidente neste texto é que as danças, antes comuns entre eles, agora não podiam ser praticadas, porque também não tinham alegria. Entre a dança e a alegria, esta é a causa e aquela, o efeito. Sem alegria não há motivo para dança.

Mt.11:17 – Dança, uma reação natural e expontânia: Levando-se em consideração o fato de que a dança é uma forma de reação natural e espontânea manifestada ante o impacto de uma surpresa agradável, a citação da dança neste texto lembra de muitos dos contemporâneos de Cristo, que, a despeito das mensagens pregadas por João Batista e por ele, não creram: "Tocamo-vos flauta e não dançastes: cantamo-vos lamentações e não chorastes". Vejamos o que Jesus disse sobre os habitantes das cidades de Corasim, Betsaida e Cafarnaum: "Então começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios o não se haver arrependido, dizendo: Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidon fossem feitos os prodígios que em ti se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidon, no dia do juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Porém eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti", Mt. 11: 20-24. A propósito dessa indiferença, Jesus disse ainda: "Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregaçção de Jonas. E eis que está aqui quem é maior do que Jonas. A rainha do meio-dia se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é mais do que Salomão", Mt. 12:41 e 42.

Em Mt. 14:6 - A dança da filha de Herodias: Era o dia do aniversário de Herodes. Sua sobrinha, filha de Herodias, dançou e, com a sua dança agradou a Herodes e a seus convidados. Há uma ligeira diferença entre esta dança e aquelas de que já temos falado até aqui. Aquelas, surgiram como resultado ou efeito da alegria; esta, foi praticada para alegrar o coração do aniversariante e dos seus convidados. Este não era o tipo de dança praticado pelos israelitas em seus momentos de alegria.

Mc. 6:22 – Este texto é uma repetição do texto de Mt. 14:6. É importante dizer, porém, que a morte de João Batista, não foi uma conseqüência direta daquela dança. O que aconteceu foi, que ao executar com arte aquela dança, a dançarina agradou ao rei e aos seus convidados. Então pra gratificá-la, o rei prontificou-se em dar a ela qualquer coisa que lhe pedisse. A moça fez saber a sua mãe, a promessa que na sua emoção, o rei lhe fizera, e Herodias, que não simpatizava com João Batista, porque este reprovava sua conduta desonesta (tinha um caso amoroso com Herodes, irmão de Felipe, seu marido), decidiu usar o sucesso de sua filha e a promessa de Herodes, como pretextos para se vingar do santo homem de Deus. Então sugeriu à filha que pedisse a cabeça de João Batista. Como no caso de Jefté, no passado, Herodes demonstrou imprudência ao fazer aquela promessa.

Lc.7:32; 15:25 - O primeiro texto citado no evangelho de Lucas, é uma repetição do evangelho de Mateus 11:17. No segundo texto, a dança citada na parábola do filho pródigo, aparece como uma das demonstrações de regozijo manifestadas pelo pai ao receber de volta o filho que tinha-se perdido e foi achado, estava morto e reviveu. Se levarmos em conta que o pai da parábola é uma figura alegórica que representa o próprio Deus, com certeza Jesus não teria feito menção à dança, se esta prática fosse condenada por ele, pois como judeu que era, reconhecia que essa era uma das formas de seu povo manifestar alegria.

CONCLUSÃO
Embora não tendo nenhum motivo para condenar o uso da coreografia, quando praticada adequadamente, isto é, com disciplina no uso das vestes e dos movimentos, e com pureza de sentimentos, confessamos que não tivemos a intenção de fazer uma apologia dela, até porque existem muitas outras formas de adoração e a coreografia é apenas uma, entre as demais. Entre a coreografia e uma peça teatral não há muita diferença, porque em ambas, dá-se muita ênfase aos gestos e aos movimentos, enquanto são executadas. E já temos usado muitas vezes, essas peças teatrais ou dramatizações, com base em determinadas passagens das Escrituras. Se, entretanto, o maior desejo do coreógrafo é louvar a Deus, lembramos que há, no momento do culto, outras maneiras de expressar essa sua adoração: glorificando, cantando (em solo, dueto, trio, quarteto, coro e canto congregacional), executando um instrumento ou fazendo todas estas coisas juntas. Naquelas igrejas onde esta prática já existe e é feita de maneira adequada, não vemos razões para se interromper essa prática. As denominações mais conservadoras que preferem não a adotarem, talvez tenham assumido esta postura em relação à ela, em razão da maneira como a mesma é praticada entre os descrentes. Todos nós sabemos que, uma das principais características da dança cultural moderna, é a sensualidade; e isto não deve acontecer com a coreografia. Se isto acontecer, é evidente que contraria os propósitos do evangelho, pois toda e qualquer ação do crente (inclusive a coreografia ou dança), que tiver por objetivo a satisfação e os interesses de quem a pratica, mesmo feita sob os auspícios da religião, torna-se não apenas imprópria, mas também condenável aos olhos de Deus. Portanto, é no propósito que a coreografia praticada na igreja precisa ser diferente da dança comum; pois enquanto esta satisfaz àquele que a executa, aquela é motivada pela sentimento de gratidão e adoração a Deus.


COMISSÃO PERMANENTE DE DOUTRINA

Valdecir Nunes de Oliveira
Genilson Soares da Silva
Adelmilson Júlio Pereira
José Lima de Farias Filho
Genésio Mendes
Enéias Manoel dos Santos
Amador Onofre de Paula
José de Oliveira Neto
Gelson Pereira da Silva
Manuel Lino Simão
Elias Alves Ferreira
Rivaldo Corrêa de Melo
Cassiano Domingos de Souza


COLABORADORES
Adailson Santos da Silva
Otoniel Leopoldo Campos

terça-feira, 9 de junho de 2009

Técnica Vocal

Introdução:
Este mini curso tem como intuito auxiliar todas as pessoas que utilizam a voz profissionalmente, sejam cantores (profissionais ou amadores), professores, jornalistas, locutores, advogados, atores, vendedores, operadores de telemarketing, telefonistas ou você que gosta de cantar no banheiro, em festinhas, em videokê, enfim, todos aqueles que se interessarem em utilizar as técnicas apresentadas aqui em prol da melhoria da sua qualidade vocal. Informamos que este curso não dispensa as aulas de canto ou sessões de fonaudiologia, ao contrário, é o primeiro passo para que você se conscientize do quão importante é a presença de um profissional para acompanhar seu progresso. Vamos lá!
Daniela Menezes
Administradora do Curso

Capítulo 1: Dicas Iniciais

1ª Parte – Noções Básicas sobre a Produção do Som

Para que consigamos produzir o som através da nossa voz, recorremos a vários órgãos do nosso corpo que trabalham conjuntamente para viabilizar este processo. São eles: o Aparelho Respiratório, a laringe, as pregas vocais, os ressonadores, (como a cavidade nasal, a cavidade craniana, a cavidade toráxica, a cavidade bucal e a faringe), os articuladores (língua, lábios, palato duro (céu da boca), palato mole, dentes e mandíbula.
A produção do som acontece quando o ar ao ser expirado, passa pelas pregas vocais fazendo-as vibrar. Neste momento entram em ação os articuladores cuja função, neste contexto, é levar o som para as cavidades de ressonância.
Como vemos, não cantamos ou falamos "pela garganta" como muitos pensam, e sim com todo o conjunto de órgãos que se interligam são os responsáveis diretos pela transformação do ar inspirado em som. A esse conjunto de órgãos poderemos chamar de "Aparelho Fonador".

VOCÊ SABIA QUE...

* Pregas vocais é o nome correto e não "cordas vocais", pois tratam-se de pregas de tecido fibro-elástico e muscular revestidas por uma mucosa. * A pessoas que necessita do uso mais intenso da voz, devem conscientizar-se que há um considerável gasto de energia neste evento, sendo de grande importância a ingestão de alimentos de fácil digestão antes das atividades vocais.

1ª Parte – Saúde Vocal

Neste capítulo iremos apresentar hábitos e alimentações saudáveis ou não para uma boa higiene vocal. Prestem bastante atenção e vamos, desde já, procurar cuidar bastante do nosso instrumento de trabalho que é precioso e único, nosso Aparelho Vocal.

JPermitido K Evitar L Proibido

J Beba bastante água em temperatura natural! (no mínimo 2 litros por dia) para manter as pregas vocais hidratadas e em boa condição de vibração.
J Coma maçã! A maçã possui propriedades adstringentes que auxiliam na limpeza da boca e da faringe, favorecendo uma voz com melhor ressonância.
J Beba suco de frutas! (Principalmente de frutas cítricas)
K Evite usar roupas apertadas, principalmente nas regiões do abdômen, cintura, peito e pescoço, pois isso poderá dificultar a respiração
L Não use pastilhas, sprays, anestésicos sem orientação médica, pois para cada caso existe uma medicação específica, portanto não se automedique nunca!
K Evite alimentos gordurosos e "pesados" antes das apresentações, pois dificultam a digestão.
J Dê preferência aos alimentos leves e de fácil digestão (verduras, frutas, peixe, frango)
J Durma bem! Procure dormir, no mínimo, 8 horas por dia.
L Não durma de estômago cheio pois pode provocar refluxo gastresofágico que é altamente prejudicial às pregas vocais.
K Não cante se estiver doente! Quando cantamos envolvemos todo o nosso corpo e gastamos muita energia, então recupere-se antes de voltar a cantar.
K Evite ficar exposto por muitas horas em ambiente que utiliza ar-condicionado pois provoca o ressecamento das pregas vocais. Em casos onde isso não for possível, procure estar sempre lubrificando as pregas vocais com água ou suco sem gelo.
L Evite ambiente com mofo, poeira ou cheiros muito fortes, principalmente se você for alérgico.
L Evite a competição sonora, ou seja, falar ou cantar em lugares muito barulhentos.
K Evite choques bruscos de temperatura
K Evite bebidas geladas
K Evite cochichar pois, ao contrário do que pensamos, no ato de cochichar submentemos nossas pregas vocais a um grande esforço provocando um desgaste muitas vezes maior do que se conversarmos normalmente.
L É proibido gritar, pigarrear, falar durante muito tempo sem lubrificar as pregas vocais, fumar, ingerir bebidas alcoólicas antes de cantar para "melhorar" a voz.

IMPORTANTE!!!

Se você utiliza sua voz profissionalmente, é indispensável a consulta com um médico especialista para que ele possa fazer uma avaliação do seu aparelho vocal. Não se esqueça de que o nosso "instrumento de trabalho" é único e merece toda a nossa dedicação e atenção. Nossas pregas vocais são a nossa identidade, são nosso registro pessoal, portanto não se esforce para cantar músicas em tons que não lhes são confortáveis pois assim você estará prejudicando-as.

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Esse texto foi extraido do site: http://www.mvhp.com.br/canto1.htm

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O PRINCIPAL INSTRUMENTO DE LOUVOR

Recebi essa missão de escrever algo sobre esse instrumento maravilhoso e tão popular: o nosso VIOLÃO. A princípio me senti incapaz de cumprir tal missão, haja vista a grande quantidade de informações disponíveis em centenas ou milhares de sites na internet. Só por curiosidade, acessei um site de busca e fiquei surpreso com a quantidade de respostas. Por esse motivo, evitando ser redundante, resolvi usar este espaço não pra falar das características ou da história do violão, pois caso o leitor deseje, encontrará uma vasta quantidade de material disponível na rede que certamente atenderá suas necessidades, mas sim, pra falar do principal instrumento de louvor a Deus, que somos nós: Eu, você, qualquer pessoa ou qualquer criatura de Deus, independente do instrumento musical utilizado no louvor.
Quanto à utilização do violão como instrumento de louvor, creio que dispensa qualquer comentário. Todos os músicos conhecem e reconhecem seu valor, seja ele com encordoamento de aço ou nylon, seja um toque dedilhado ou palhetado, soará com destaque, tendo seu som facilmente reconhecido em meio a muitos outros instrumentos, graças ao seu timbre característico de beleza inconfundível. Simplesmente, um instrumento indispensável nas bandas ou para quem goste ou prefira tocar sozinho.
Gostaria agora de deixar o violão um pouco de lado e convidar você para uma reflexão na mensagem do salmo 150 a seguir. São apenas seis versículos e creio que a maioria dos músicos já ouviu esse salmo mais de uma vez. Mas espero, com a ajuda de Deus poder lhe revelar algo que porventura tenha passado despercebido.
“1 - Aleluia! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder.
- Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza.
3 - Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa.
4 - Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas.
5 - Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes.
6 - Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!”
Observe que o primeiro versículo nos indica o lugar onde devemos louvar a Deus, ou seja, “noSeu santuário”, que hoje podemos entender como sendo a igreja onde nos reunimos para adoração a Deus, e também “no firmamento”, que pode ser qualquer lugar do universo onde escolhermos para dedicar a Deus o nosso louvor, quer seja a própria igreja, nosso lar, nosso local de trabalho ou onde quer que estejamos. Graças ao precioso sacrifício de Jesus, hoje temos acesso direto ao Pai, sem necessidade de um sacerdote, ou necessidade de estarmos em um local físico pré-determinado para essa finalidade. Louvemos a Deus também por isso.
O segundo versículo nos revela alguns dos infinitos motivos pelos quais devemos louvar a Deus: “Pelos seus poderosos feitos e pela sua muita grandeza”. Quem somos nós, pecadores, para sermos capazes de retribuir em louvor, tudo aquilo que Deus fez por nós? Devemos estar cientes da nossa insignificância ante a sua grandeza e orar para que Ele, do seu trono de Glória, aceite nosso louvor como oferta agradável. Que possamos ter uma mente renovada para experimentarmos qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
O terceiro, o quarto e o quinto versículo, descrevem os vários tipos de instrumentos que podem e devem ser empregados no louvor a Deus. Creio que se o autor vivesse em nossos dias, essa lista seria bem maior. O importante aqui, é sabermos que qualquer instrumento musical pode ser usado para o louvor a Deus. Não existe determinado instrumento exclusivo para louvor a Deus e outro para louvor aos deuses. Um instrumento musical nada mais é que uma matéria inanimada que por si só não tem a capacidade de escolher a quem louvar. Tudo depende de um ser racional, no caso o músico, que no uso de sua capacidade intelectual e seu livre arbítrio, irá escolher a quem dedicar seu louvor. Bem-aventurado você que escolheu louvar a Deus.
Finalmente, o sexto e último versículo nos mostra com clareza a quem foi atribuído o dever de louvar a Deus: “TODO SER QUE RESPIRA”. Se você, meu irmão, está lendo este texto, você é bem-aventurado. Não simplesmente pelo fato de estar lendo este texto, mas porque você certamente está respirando, e isso significa que você possui a maior dádiva de Deus: o dom da vida. Cumpra o propósito de Deus na sua vida! Cumpra o propósito da sua existência! Louve ao Deus que te criou à sua imagem e semelhança! Louve ao Deus que através do sacrifício de Jesus, te deu o direito de ser chamado de seu filho, sendo assim, herdeiro da vida eterna! Mas não esqueça o mais importante: Independente do instrumento musical que você utilize para louvar a Deus quer seja violão, guitarra, piano, bateria, sua voz, etc... O principal instrumento de louvor a Deus é o seu coração. E Deus espera que nossos corações sejam puros e limpos para que sejam moradas do Espírito Santo. “Pois a hora vem e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores”.
Que Deus abençoe o seu, o nosso ministério.
Josoel Dias Reis
Igreja de Vila Camargo
Curitiba - Pr

Texto tirado do site do DEMAP